
O consumo de bebidas alcoólicas é frequentemente associado a diversos mitos, sendo um dos mais persistentes a ideia de que o álcool “alimenta” ou fornece energia útil ao organismo. Este artigo visa esclarecer esse equívoco, analisando os efeitos do álcool no metabolismo e na nutrição, com base em evidências científicas e práticas recomendadas por especialistas em saúde.
A crença de que o álcool pode servir como fonte de energia nutricional tem raízes históricas e culturais. No entanto, é crucial compreender que, embora o álcool forneça calorias, estas são consideradas “calorias vazias”, ou seja, não contêm nutrientes essenciais como vitaminas, minerais, fibras ou proteinas essenciais. Assim essas “calorias vazias” não contribuem para a boa nutrição do corpo mas apenas para aumento de peso. Cada grama de álcool contém aproximadamente 7 calorias, valor superior ao dos hidratos de carbono e proteínas (ambos com 4 calorias por grama), mas inferior ao das gorduras (9 calorias por grama).
Contudo, estas calorias (“vazias”) não contribuem para as necessidades nutricionais do corpo e podem, pelo contrário, interferir com a absorção e o metabolismo de nutrientes essenciais. Além disso, o álcool pode afetar negativamente a função hepática, prejudicando ainda mais o estado nutricional do indivíduo.
O consumo de álcool influencia o metabolismo de várias maneiras:
A ideia de que o álcool “alimenta” é um mito. Embora forneça calorias, estas são desprovidas de valor nutricional e podem, na verdade, prejudicar o estado nutricional e a saúde geral do indivíduo. É essencial promover a consciencialização sobre os efeitos do álcool no organismo e incentivar hábitos de consumo responsáveis e informados.